ATENTADO À LIBERDADE DE IMPRENSA? PRISÃO DE BLOGUEIRO NO MARANHÃO GERA REAÇÃO DE ENTIDADES JORNALÍSTICAS
A prisão do jornalista e
blogueiro Marcos Silva, em Codó, passou a mobilizar entidades representativas
da imprensa, que veem no caso um potencial precedente para discussões sobre
liberdade de expressão e garantias ao exercício da atividade jornalística. O
posicionamento foi formalizado nesta quarta-feira (17) pelo Sindicato dos
Jornalistas Profissionais do Maranhão (Sindjor-MA) e pela Federação Nacional
dos Jornalistas (Fenaj). Em nota conjunta, as entidades afirmam que a
utilização da prisão preventiva em situações relacionadas à produção e
divulgação de conteúdo jornalístico exige cautela e observância rigorosa aos
princípios constitucionais. Para as organizações, a medida adotada pela Justiça
pode gerar preocupação entre profissionais da comunicação, especialmente em
casos que envolvem críticas ou denúncias direcionadas a agentes públicos. Marcos
Silva foi preso após decisão da 3ª Vara da Comarca de Codó que substituiu
medidas cautelares anteriormente impostas por prisão preventiva. Segundo a
Polícia Civil, a mudança ocorreu em razão do suposto descumprimento das
determinações judiciais estabelecidas durante a investigação. O comunicador é
alvo de um inquérito que apura denúncias de calúnia, difamação, ameaça e
extorsão envolvendo um deputado estadual. As autoridades informaram que a
investigação continua em andamento e foi prorrogada por mais 60 dias para
conclusão da análise de informações obtidas em aparelhos eletrônicos
apreendidos durante a apuração. A origem do caso remonta a uma operação
policial realizada em abril deste ano, quando foram cumpridos mandados de busca
e apreensão relacionados às investigações. Na ocasião, também houve a condução
da esposa do blogueiro, Elina Tassia, após um episódio registrado pelos
policiais durante o cumprimento das diligências. Enquanto a Polícia Civil
sustenta a necessidade da continuidade das investigações e do cumprimento das
decisões judiciais, Marcos Silva afirma ser vítima de perseguição em razão de
sua atuação profissional. Já o Sindjor-MA e a Fenaj defenderam a revogação da
prisão preventiva e informaram que acompanharão os desdobramentos do caso por
considerarem que a situação ultrapassa a esfera individual do investigado e
alcança o debate sobre as garantias constitucionais da atividade jornalística.
JP
EDIÇÃO DE ANB ONLINE
VEJA TAMBÉM:
https://www.carlinhosfilho.com.br/2026/06/blogueiro-marcos-silva-e-preso-em-codo.html
Postar um comentário