2026 ‘PEGANDO FOGO’: CHIQUINHO ESCÓRCIO DETONA MARCUS BRANDÃO EM NOVO ARTIGO
Quem acompanha os bastidores e as entranhas da administração do nosso Maranhão tem certeza que a realidade nua e crua que se desenha no Palácio dos Leões passa longe da figura de quem senta na cadeira principal. O estado tem, hoje, um governador de direito e um governador "de fato". E não precisamos de meias palavras para dar nome aos bois: quem verdadeiramente dá as cartas no governo de Carlos Brandão é o seu irmão, Marcus Brandão.
Marcus Brandão é o conhecido "manda-chuva". É ele quem dita as ordens nos bastidores do governo. O que mais estarrece é que essa concentração absoluta de poder se dá mesmo após ele ter sido afastado de cargos estaduais por duas vezes, por decisões expressas do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As canetadas da mais alta corte do país não foram suficientes para frear seu apetite insaciável pelo poder. Incontáveis relatos nas mais altas esferas da política maranhense dão conta que, mesmo sem o ‘crachá oficial’, mas com a autoridade de quem manda na casa, é Marcus Brandão quem concentra, como um verdadeiro ditador, as decisões sobre o caixa do Estado, definindo a dedo quais fornecedores devem ou não ser pagos pelo governo do Maranhão.
Essa anomalia administrativa nos leva a um cenário ainda mais sombrio para o futuro próximo. A máquina pública foi loteada e aparelhada com um objetivo claro: promover Orleans Brandão, sobrinho do atual governador e, fundamentalmente, filho do governador 'de fato', Marcus Brandão. Orleans foi transformado, da noite para o dia, no pré-candidato oficial do Palácio dos Leões à sucessão do governo do estado. Precisamos dar os nomes corretos às coisas. O que a atual administração faz é tutela política e aparelhamento de Estado para fins de perpetuação no poder.
A eleição de Orleans em 2026 não representa renovação, nem avanço; na prática, será a concretização da "reeleição" disfarçada de Marcus Brandão. É a garantia de que o pai continuará governando através do filho, asfixiando as cidades e as instituições para manter intacto o controle político e o futuro eleitoral de um grupo familiar. Não podemos aceitar que a estrutura do Estado seja reduzida a uma capitania hereditária.
O Maranhão é grande demais para ser sufocado por essa dinastia. É hora de a população e as lideranças enxergarem o engodo que está sendo gestado. A eleição que se aproxima não será apenas sobre escolher um novo gestor, mas sobre decidir se o Maranhão continuará sendo o feudo particular de um "manda-chuva" que opera nas sombras e ignora até mesmo as decisões do Supremo Tribunal Federal para saciar seu projeto pessoal de poder.
*Também ex-deputado federal e assessor especial de 4 presidentes da República
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