DESPREZO E RETROCESSO EM SÃO JOSÉ DE RIBAMAR: GUARDA MUNICIPAL ANUNCIA PARALISAÇÃO CONTRA HUMILHAÇÃO DO PREFEITO DA CIDADE
A Guarda
Municipal de São José de Ribamar realiza uma paralisação nesta
segunda-feira(18) contra a humilhação do prefeito Júlio Matos(Podemos) que não
abre diálogo, não recebe a categoria nem tampouco explica aos profissionais da
segurança o porquê da Lei Complementar 079, de 2025, ter sido promulgada por
ele. A manifestação ocorre em frente à SETRANS. Operando em condições
precárias, agora com o dispositivo em vigor, a Guarda denuncia retrocesso em
direitos adquiridos à base de lutas históricas. Na terceira maior cidade do
Maranhão, a GM tem papel fundamental em reinvindicações que inspiraram as
demais corporações em municípios do estado. Os impactos da Complementar vêm
sendo questionados nas últimas semanas e, segundo a GMSJR, as perdas são
extremamente graves. Os guardas agora terão mais exaustão, mais tempo em
labuta, mais serviço e menos descanso. ‘’Como oferecer atendimento de qualidade
aos ribamarenses, ainda mais em face do crescimento da criminalidade e
violência, sem condições básicas para atuar?’’, indagam moradores da Sede onde
o índice de ocorrências aumentou vertiginosamente nos últimos seis anos.
PREFEITO E COMANDANTE IGNORAM CATEGORIA- A Guarda Municipal também aponta
indiferença do prefeito municipal e do comandante geral na condução de soluções
para o problema. Segundo apurou AGÊNCIADENOTÍCIASBALUARTE, a categoria segue
insatisfeita com ambos e não pretende render-se ao descaso reinante. As
famílias dos GCMs de São José de Ribamar foram também frontalmente
prejudicadas. Com a Lei, gratificações foram abolidas e a desmotivação quanto à
profissão ganhou ruas, bairros e residências. Muitos dos profissionais que
atuam no município tem vida na cidade, contribuem com os cofres da prefeitura,
pagam impostos e tributos em solo local, mas com o soterramento dos ganhos para
grande parte deles ficou inviável a sobrevivência no ambiente de
desvalorização. Pedindo socorro, a Guarda Municipal segue, no entanto, no
debate pela reversão do ato administrativo, enquanto isso uma realidade de
espanto assombra quem depende da corporação, diariamente.
POR FERNANDO
ATALLAIA
EDITOR DE
SJR DA AGÊNCIA DE NOTÍCIAS BALUARTE
DESDE FEVEREIRO DE 2005

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