sexta-feira, 15 de maio de 2026

DESPREZO E RETROCESSO EM SÃO JOSÉ DE RIBAMAR: GUARDA MUNICIPAL ANUNCIA PARALISAÇÃO CONTRA HUMILHAÇÃO DO PREFEITO DA CIDADE

A Guarda Municipal de São José de Ribamar realiza uma paralisação nesta segunda-feira(18) contra a humilhação do prefeito Júlio Matos(Podemos) que não abre diálogo, não recebe a categoria nem tampouco explica aos profissionais da segurança o porquê da Lei Complementar 079, de 2025, ter sido promulgada por ele. A manifestação ocorre em frente à SETRANS. Operando em condições precárias, agora com o dispositivo em vigor, a Guarda denuncia retrocesso em direitos adquiridos à base de lutas históricas. Na terceira maior cidade do Maranhão, a GM tem papel fundamental em reinvindicações que inspiraram as demais corporações em municípios do estado. Os impactos da Complementar vêm sendo questionados nas últimas semanas e, segundo a GMSJR, as perdas são extremamente graves. Os guardas agora terão mais exaustão, mais tempo em labuta, mais serviço e menos descanso. ‘’Como oferecer atendimento de qualidade aos ribamarenses, ainda mais em face do crescimento da criminalidade e violência, sem condições básicas para atuar?’’, indagam moradores da Sede onde o índice de ocorrências aumentou vertiginosamente nos últimos seis anos. PREFEITO E COMANDANTE IGNORAM CATEGORIA- A Guarda Municipal também aponta indiferença do prefeito municipal e do comandante geral na condução de soluções para o problema. Segundo apurou AGÊNCIADENOTÍCIASBALUARTE, a categoria segue insatisfeita com ambos e não pretende render-se ao descaso reinante. As famílias dos GCMs de São José de Ribamar foram também frontalmente prejudicadas. Com a Lei, gratificações foram abolidas e a desmotivação quanto à profissão ganhou ruas, bairros e residências. Muitos dos profissionais que atuam no município tem vida na cidade, contribuem com os cofres da prefeitura, pagam impostos e tributos em solo local, mas com o soterramento dos ganhos para grande parte deles ficou inviável a sobrevivência no ambiente de desvalorização.  Pedindo socorro, a Guarda Municipal segue, no entanto, no debate pela reversão do ato administrativo, enquanto isso uma realidade de espanto assombra quem depende da corporação, diariamente.


POR FERNANDO ATALLAIA

EDITOR DE SJR DA AGÊNCIA DE NOTÍCIAS BALUARTE

DESDE FEVEREIRO DE 2005

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